Ele leu certa vez que o banho bem
tomado era o banho de bucha. E não podia ser de qualquer uma não. Tinha que ser
vegetal. Confesso eu, que nunca vi tal planta e nunca ouvi dizer que algum
fulano tem tal pé deste vegetal em casa. O fato é que tempos passaram e ele
nunca ligou pra isso, até que certo dia, após uma peleja de futebol.
Esqueceu-se do tampo, pois os relógios sempre trabalham mais rápidos aos
domingos. Tinha um compromisso às 19h e não daria tempo de ir a casa se trocar.
Então veio a proposta: Toma banho lá em casa, disse o tal amigo. De imediato
ele aceitou. Como os dois tinham o mesmo porte físico, aconteceu a segundo
proposta: veste uma roupa minha, ofereceu o tal amigo. De imediato aceitou.
Entrou no banheiro e se despiu. Colocou as roupas em um cabide, peça por peça
se espalhavam pelo chão. Ligou o chuveiro e reduziu a temperatura do máximo
para o médio, meteu a cabeça na água, depois o corpo. Fechou a porta do box e
viu uma pequena prateleira com sabonete e uma bucha vegetal. Nunca tinha
utilizado o tal objeto. Encantado, passou sabão na bucha e começou a esfoliar o
seu rosto, uma vez, duas vezes, três vezes e na quarta vez, olha bem para a
bucha para ver o nível do sabão, e vem uma surpresa nada agradável. Eram
dezenas de casquinhas de feijão, entre as entranhas do vegetal. Nunca mais
tomou banho de bucha.
Você deu pra ele? Não acredito que você pegou aquele pedaço. Que nada, só demos uns beijinhos. Você é tonta mesmo, magina! Oportunidade única! Você estava com ele, devia deixar rolar. Rolar o que? Acha que é assim, bagunçado? Não! Não caio nessa não! Comigo é tudo no Preto e no branco. Não disse pra você Fabiana, que ela é vascilona. Caracas Monica era só deixar ele estigado. Estigado? Vocês são Piranhas mesmo. Dão pra qualquer um. Eu não. Só faço com amor. Ah! Vai se fuder... Que papo é este? Pensa que não sei o teu passado? Hum! Sou outra. Outra o cacete. Escuta ai minas, ela tá dizendo que mudou. Mudei. Só se for de casa... Mina idiota, pensa que nós esquecemos o passado. Não importa o que vocês pensam… O diálogo entre as meninas ainda continuou, mas tive que virar a roleta do ônibus, pois o ponto estava chegando.

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